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A professora Alessandra Brandão, do Câmpus VIII da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Araruna, foi convidada para integrar o Parent in Science, grupo de pesquisa e intervenção que tem se configurado como um movimento que encabeça a discussão nacional sobre maternidade/paternidade no universo da ciência brasileira.

O grupo, que surgiu em 2017, em Porto Alegre, tem desenvolvido uma série de pesquisas, debates e seminários apresentando uma questão fundamental à sociedade: o impacto dos filhos na carreira científica de mulheres e homens em diferentes etapas da vida acadêmica.

Recentemente, o grupo realizou importante pesquisa que demonstra o impacto da pandemia na produção acadêmica dos pais, atingindo de forma particular as mulheres, que acumulam um número ainda maior de atividades nesse período. Uma das mais conhecidas conquistas do grupo, no entanto, foi a inserção da maternidade/paternidade na Plataforma Lattes.

A informação, que agora pode ser adicionada nos currículos de pesquisadores, é sigilosa, estando disponível para avaliadores do CNPq, que agora estarão informados se o período de menor produtividade de uma pesquisadora, por exemplo, foi decorrente de licença-maternidade, o que pode atenuar os constantes prejuízos em seleções de financiamento.

Essa iniciativa do Parent in Science foi reconhecida e apoiada por 34 sociedades científicas, incluindo a Academia Brasileira de Ciências. Como consequência do movimento do referido grupo, diversos editais de pesquisa já consideram o período de cuidados infantis, em algum grau, na análise de currículos.

O convite para a pesquisadora da UEPB integrar o Parent in Science atende a uma ampliação da agenda nacional de trabalho do movimento. Essa relação teve início durante a participação da docente no evento “Mulheres na Ciência”, promovido pela British Council, em 2019. Na sequência, Alessandra foi convidada pelo grupo para fazer parte de uma mesa redonda que abordava o desafio de pesquisadores com filhos deficientes, durante o seminário “Maternidade e Ciência”, realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Segundo a docente, o Parent in Science é um grupo do qual dá muita satisfação em integrar, pois encabeça um debate necessário dentro do ambiente acadêmico. “Não podemos mais deixar invisível a família e toda complexidade envolvida com esse tema”, reflete a docente. “O Parent in Science teve a determinação de iniciar o debate nos ambientes acadêmicos e no sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação do País, quando o tema era vigorosamente ignorado, e fico feliz de poder estar junto dele, ainda mais efetivamente a partir de agora”, conclui Alessandra.

Outras informações sobre o Parent in Science podem ser obtidas no site www.parentinscience.com, pelo Facebook (www.facebook.com/parentinscience) ou pelo perfil @parentinscience no Instagram.

Foto: Arquivo pessoal

Notícia retirada do site da UEPB em 13 de agosto de 2020